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humana)  de  acordo  com  o  que  cada  um  possa  e  deva
           produzir.
              Ficarão  assim  criteriosamente  escalonados  todos  os
           cidadãos  sobe  a  égide  de  um  verdadeiramente  Estado
           Democrático,  presidido  por  um  Presidente,  eleito  por
           todos os cidadãos com direito a voto, como seu principal
           representante; uma Assembleia representativa dos direitos
           de todos os cidadãos, eleita por estes e apenas a eles su-
           bordinada, tendo como disciplina de voto a consciência
           da  sua  representatividade  perante  os  seus  eleitores,  de
           acordo com as propostas eleitorais que os promoverem a
           serem  eleitos;  respondendo  criminalmente  sempre  que
           desvirtuem o cumprimento das suas actuações represen-
           tativas.
              Um Governo Executivo composto por técnicos pro-
           fissionais de carreira, unicamente subordinados às neces-
           sidades  de  evolução  do  Povo,  consubstanciadas  no  que
           mais convenha a essa evolução, de acordo com as directi-
           vas  Presidenciais,  baseadas  no  rigor  dos  textos  constitu-
           cionais sem ingerências ideológicas de quaisquer partidos
           políticos que, unicamente, ao longo deste canhestro per-
           curso, dito democrático, se têm interessado em serem os
           fâmulos das elites das classes sociais de quem dependem
           e servem.
              E uma Justiça independente de quaisquer forças polí-
           ticas partidárias, obedecendo exclusivamente ao preceitu-
           ado na nova Constituição, e sob a égide do Presidente da
           República, em representação do Povo Soberano.
              Sim,  o  doutor  simplesmente  diz  ainda  mais,  que  a
           actual Constituição Portuguesa (e se calhar todas as outras
           por esse mundo fora) se encontra ardilosamente armadi-
           lhada, como se pode comprovar pela situação de falência
           fraudulenta a que o Povo Português está a chegar, o que
           nunca aconteceria se a Constituição simplesmente coarc-
           tar-se todas as despesas que não tivessem cabimento no
           Orçamento Geral do Estado. Isto é, obviamente, o mesmo
           que dizer que quem não tem dinheiro não pode ter vícios,
           sob pena de ir parar à cadeia! Que era onde deviam estar
           todos os políticos (membros do governo; autarquias; or-
           ganismos públicos, etc.) que permitiram, e até incentiva-
           ram, despesas sem cabimento de verba, portanto fraudu-
           lentas!
              A ver vamos como este doutorado se comportará na
           sua carreira, porque novos capítulos iremos por certo pôr
           à discussão crítica dos nossos leitores que nisso estiverem
           interessados!
              Escrevam-nos dando-nos o vosso parecer sobre a dra-
           mática  situação  em  que  a  nossa  Pátria,  de  mil  anos,  se
           encontra e qual a forma de a salvar desta tremenda crise.
           Sintetizem-nos o vosso pensamento para que o possamos
           publicar. É uma forma de luta que poderá representar algo
           de muito positivo para a nossa unidade e colaboração na
           resolução  da  actual  situação  desastrada  a  que  Portugal
           chegou.


                                                                              Boletim da Associação dos Pupilos do Exército  |  7
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