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evocações




           DAViD SeQUerrA
           19430333


            Que é feito de ti, oh tu?




               odos  nós,  de  diversas  mas  sucessivas  gerações,  com
           Tlaivos  de  saudade  e  regular  exercício  de  memória,
           damos connosco a evocar colegas e amigos dos bons velhos
           tempos “pilónicos” que não voltámos a ver ou de quem não
           sabemos pormenores de existência. Um por um, emotiva-
           mente,  vou  relembrando  nomes,  números  e  peripécias
           engendrando esta pergunta fulcral: que é feito de ti? E vou,
           de seguida, dar alguns exemplos.
              o Manique e o Óscar Silva (79 e 170,dos anos 40)
           meus companheiros de trabalho da “velha” Sacor, de Cabo
           Ruivo, ambos de bom nível técnico (Construções e Quí-
           mica) andam de há muito “desaparecidos da circulação”,
           como sói dizer-se.
               Estão na “casa” das apregoadas “Bodas de Diamante” e
           tenho pena de não os ter reencontrado há uns muito largos
           30 anos.
              E contínuo a senda interrogatória querendo saber por
           onde param o muito afanado Pascoalinho (149), o alegre
           “Cuca”  (324),  o  típico  “Figuinhos”  (334),  o  “africano”
           Dourado, mal alcunhado de “Chóninhas” (189) e o fleu-
           mático Mexia Heitor (20), Engenheiro Civil de qualidade,
           na  linha  intelectual  do  seu  progenitor,  o  “nosso”  Major
           Mexia, das terríveis séries e dos incómodos diferenciais.
              Também acrescento interrogações sobre os paradeiros
           e destinos do amável Pinto (265), do hábil ratinho (155)
           e do Pedro Faria de Lemos (166), também ele descenden-
           te  directo  de  um  devotado  Professor  do  Instituto,  bem
           lembrado como “O TIPÒIA”.
              E o que será feito de colegas meus, no Curso Industrial
           (1944/1948) tais como o bolachudo 10, o tão falador 26
           (o Pereira, vindo de Leiria) e o enigmático Pompeu (156)?
              Igual demanda para um muito curioso trio de alenteja-
           nos  que  tanto  me  apraz  evocar:  o  “Pato”  e  o  Armindo
           romão (294 e 295) e o Duque “Marriço” (359). Por onde
           param e porque não aparecem nos convívios “pilónicos”?
              Para encerrar esta espécie de périplo de múltiplas sau-
           dades  mais  duas  referências  nominais.  Para  o  domingos
           Araújo (227), nortenho que por lá terá feito toda a sua
           carreira profissional e para o “Quinito”, Parente Lopes (179),
           seu colega finalista em 1951. Deixamos o apelo para darem
           notícias, por via directa ou indirecta.
              E basta por hoje, com a ressalva final de adiantarmos
           desculpas de qualquer lapso evocativo porque, em boa ver-
           dade, não tivemos o precioso apoio do infatigável e “enci-
           clopédico” Senhor Mourão a quem tantas vezes recorremos.
              Se  houver  falhanços...  “mea  culpa”.  E  toca  a  darem
           notícias!


                                                                                          Boletim da associação dos PuPilos do exército  5
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