Page 7 - Boletim APE_223
P. 7
evocações
DAViD SeQUerrA
19430333
Que é feito de ti, oh tu?
odos nós, de diversas mas sucessivas gerações, com
Tlaivos de saudade e regular exercício de memória,
damos connosco a evocar colegas e amigos dos bons velhos
tempos “pilónicos” que não voltámos a ver ou de quem não
sabemos pormenores de existência. Um por um, emotiva-
mente, vou relembrando nomes, números e peripécias
engendrando esta pergunta fulcral: que é feito de ti? E vou,
de seguida, dar alguns exemplos.
o Manique e o Óscar Silva (79 e 170,dos anos 40)
meus companheiros de trabalho da “velha” Sacor, de Cabo
Ruivo, ambos de bom nível técnico (Construções e Quí-
mica) andam de há muito “desaparecidos da circulação”,
como sói dizer-se.
Estão na “casa” das apregoadas “Bodas de Diamante” e
tenho pena de não os ter reencontrado há uns muito largos
30 anos.
E contínuo a senda interrogatória querendo saber por
onde param o muito afanado Pascoalinho (149), o alegre
“Cuca” (324), o típico “Figuinhos” (334), o “africano”
Dourado, mal alcunhado de “Chóninhas” (189) e o fleu-
mático Mexia Heitor (20), Engenheiro Civil de qualidade,
na linha intelectual do seu progenitor, o “nosso” Major
Mexia, das terríveis séries e dos incómodos diferenciais.
Também acrescento interrogações sobre os paradeiros
e destinos do amável Pinto (265), do hábil ratinho (155)
e do Pedro Faria de Lemos (166), também ele descenden-
te directo de um devotado Professor do Instituto, bem
lembrado como “O TIPÒIA”.
E o que será feito de colegas meus, no Curso Industrial
(1944/1948) tais como o bolachudo 10, o tão falador 26
(o Pereira, vindo de Leiria) e o enigmático Pompeu (156)?
Igual demanda para um muito curioso trio de alenteja-
nos que tanto me apraz evocar: o “Pato” e o Armindo
romão (294 e 295) e o Duque “Marriço” (359). Por onde
param e porque não aparecem nos convívios “pilónicos”?
Para encerrar esta espécie de périplo de múltiplas sau-
dades mais duas referências nominais. Para o domingos
Araújo (227), nortenho que por lá terá feito toda a sua
carreira profissional e para o “Quinito”, Parente Lopes (179),
seu colega finalista em 1951. Deixamos o apelo para darem
notícias, por via directa ou indirecta.
E basta por hoje, com a ressalva final de adiantarmos
desculpas de qualquer lapso evocativo porque, em boa ver-
dade, não tivemos o precioso apoio do infatigável e “enci-
clopédico” Senhor Mourão a quem tantas vezes recorremos.
Se houver falhanços... “mea culpa”. E toca a darem
notícias!
Boletim da associação dos PuPilos do exército 5