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EDITORIAL
AMÉRICO FERREIRA
Presidente da Direcção
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empre, em tempos de crise, de incerteza e de mudança, surgem vozes E os resultados começaram a aparecer. No início deste ano lectivo entra-
Silustradas, iluminadas mesmo, que gizam grandes planos de reforma, que ram 94 alunos, sendo que 30 para o 5º ano de escolaridade, alguns desses
lançam bases para novas épocas e novas realidades. Contudo, nem sempre o alunos oriundos dos países lusófonos, fazendo crer na importância estratégica
ímpeto reformista, se bem que por vezes bem-intencionado, consegue separar que uma Escola destas pode ter, quer como modelo em Portugal quer no es-
o trigo do joio, consegue ver por entre a poeira típica que nestas épocas his- treitamento das relações com países irmãos e porque não com as comunidades
tóricas se levanta. emigrantes espalhadas pelo Mundo que sabem que os seus filhos podem ter
Vejamos. Acabei de receber um email do Instituto de Defesa Nacional uma oportunidade em Portugal de ensino de qualidade.
que diz, de forma cristalina: Esse ensino de qualidade, de carácter profissional, associado a uma forte
“É nos cidadãos e na promoção de uma cultura de segurança e defesa componente de valores éticos e de camaradagem, existe nos “Pupilos do Exér-
que começa a concretização desta estratégia nacional. A qualificação dos cito”. Existe em regime de internato e de externato para rapazes e em regime
recursos humanos é outra aposta estratégica. Sem recursos humanos quali- de externato para raparigas.
ficados e mobilizados, não é possível implementar uma estratégia verdadei- A Associação dos Pupilos do Exército, acredita que o trabalho que tem
ramente nacional?”. sido feito, merece uma oportunidade de continuação nos moldes que tem
No mesmo registo de valores, que comungamos plenamente, escrevia-se, vindo a ser elaborado nos últimos 3 anos:
quase ironicamente, “As instituições de ensino militar não superior têm sido, • Admissões, a partir do 5º ano de escolaridade, para rapazes/raparigas;
ao longo dos tempos, uma forma das Forças Armadas e do Exército, em • Continuação da aposta no ensino profissional, com a possibilidade de
particular, partilharem com a sociedade civil os valores fundamentais que introdução de mais alguns cursos profissionais (v.g. técnico de elec-
sustentam a sua cultura e a sua atividade, contribuindo assim para o refor- trónica, automação e computadores, técnico de electrónica e teleco-
ço da cidadania e da identidade nacional”, despacho nº 11863/2012, Diário municações, etc.);
da República, 2ª série, nº 173, de 6 de Setembro de 2012, do Gabinete do • Divulgação da Escola, de uma maneira profissional, junto das Forças
Ministro da Defesa Nacional, de 29 de Agosto de 2012. Armadas/Forças Militarizadas, assim como dá-la a conhecer à comu-
Mas, paralelamente a estas assertivas declarações cheias de significado, um nidade civil;
“jornalista” antes da publicação deste mesmo despacho, já “preparava” o terre- • Apostar forte junto da comunidade crescente de expatriados que
trabalham fora de Portugal e que tem dificuldades em levar os seus
no escrevendo sobre o assunto com grande precisão, e dando um sentido to- filhos para os países onde vão trabalhar;
talmente diferente ao que poderíamos supor com base nestes bonitos trechos • Divulgar a Escola junto das comunidades emigrantes tradicionais
que acabo de citar. (África do Sul, Brasil, Venezuela, França, etc.), que queiram apostar
Não vamos perder muito tempo a perceber como “este” “jornalista” teve na formação dos seus filhos em Portugal;
acesso à fonte e quais os objectivos. É fácil de perceber. • Continuar no caminho de excelência que foi característica em quase
No que diz respeito ao Instituto dos Pupilos do Exército, numa altura em toda a vida de Escola.
que se fala da importância do ensino profissional, o objectivo é claro – “Ao A Associação dos Pupilos do Exército, com o apoio de todos os antigos
Instituto dos Pupilos do Exército caberá, em exclusivo, o desenvolvimento da alunos e alunas e de amigos da nossa Escola, continua disponível para a opti-
oferta educativa de âmbito profissional (ou de dupla certificação) caso os es- mização do Instituto dos Pupilos do Exército.
tudos que vão ser realizados comprovem que é exequível, assim como social Com transparência e com este elenco de medidas facilmente se ultrapas-
e institucionalmente justificável”. sa toda a “espécie” de constrangimentos que o despacho nº 11863/2012
Infelizmente, os estudos prévios que se realizaram, no passado recente, apresenta.
sobre este tema e no que diz respeito à nossa Escola, não foram transparentes, E assim sendo, faz sentido o email que recebi hoje, do Instituto de Defe-
portanto temos dificuldade em acreditar nos futuros estudos. Em conclusão, sa Nacional.
estes estudos foram à partida manietados e não têm em conta os superiores “Só com recursos humanos qualificados e mobilizados, é possível imple-
interesses nacionais. mentar uma estratégia verdadeiramente nacional”.
Depois de pelo menos 10 anos de o IPE ser continuamente asfixiado, a
actual equipa de gestão, sob a liderança do Exército e o apoio da APE e dos QUERER É PODER
encarregados de educação dos alunos, criou condições para o ressurgimento
da qualidade do ensino, apanágio desta Escola centenária virada para o cha- 14 Setembro 2012
mado ensino “técnico/profissional”. Américo Ferreira
BOLETIM DA ASSOCIAÇÃO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO | Publicação Trimestral Ano LXVIII | N.º 226 | Julho a Setembro de 2012
PROPRIEDADE DA ASSOCIAÇÃO DOS PUPILOS DO EXÉRCITO – Rua Major Neutel de Abreu, N.º 20 S/l – E – 1500-411 Lisboa
Ano LXVIII - N.º 226 • Julho a Setembro 2012
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REDACÇÃO: David Sequerra, Manuel Borges Correia, Rui Telo
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P. Valente
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ISSN: 1645-975X | Depósito Legal: 98621/96 | Tiragem: 1.000 Exemplares