Page 37 - Boletim numero 258 da APE
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EVOCAÇõES
SABIAS qUE...
Quando adquirires produtos através da Internet a Países Terceiros deves garantir que as faturas que recebes mencionam claramente a denominação pautal e as condições de venda e não deves aceitar “free-port”, mas sim “port included”? As- sim, evitas custos adicionais no cálculo dos direitos e IVA e aceleras o processo de despacho.
Que perdemos 94 ossos quando cresce- mos? A verdade é que um indivíduo adul- to tem 206 ossos, o que é substancial- mente inferior ao número de ossos e peças de cartilagem de um recém-nasci- do, aproximadamente 300 ossos. O es- queleto humano começa a formar-se a partir das 13 – 16 semanas após a conce- ção, e aquando do nascimento muitos dos ossos ainda não se encontram fundidos uns com os outros. Este processo decorre desde o nascimento até aos 20 anos de idade, aproximadamente. Durante este processo de ossificação, a cartilagem que ancora diferentes ossos acaba por ossifi- car e tornar-se osso. Deste modo os ossos vão se juntando, resultando num número inferior de ossos após todo este processo.
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95% das intoxicações mortais com cogu- melos são provocadas por uma única es- pécie – Amanita Phalloides? Esta espécie é originária da Europa, mas pode também ser encontrada nas Américas, Austrália e Ásia.
– “Volta lá a dizer o que é o ‘quadrado da soma’?” –, ao que eu, cada vez mais nervoso, e em pânico, lá lhe repetia, quase a soluçar... “é igual ao quadrado da primeira...”, para ele, de novo, rosto transformado, me interromper, gritando, dando si- nal de ter “perdido as estribeiras, por completo e começando a proferir impropérios”, o que alarmava um garotinho, perdido, que ali se encontrava, completamente desprotegido, com os olhos rasos de lágrimas de quem suplica, ardentemente, um milagroso auxílio!!... (... que desta vez: não ocorreu!...), mas, em seu lugar lá estava a terrível e impiedosa voz do Capitão Teixeira, aos berros(!) aos berros(!) levantando os dois braços:
– “Aponta! Aponta! Aponta no quadro!...”
Esta paranoica e incrível “cenaça” (... tão incrível e trauma- tizante que, ainda hoje – passados 80 anos – (!) estas aterrori- zadoras imagens continuam, bem nítidas, no meu espírito, onde permanecem pela forma sinistra como as descrevo!..., até que o nosso Capitão Teixeira se levantou, num ímpeto, da secretária, ao rubro, com a cara mais vermelha do que um to- mate maduro agarrou no ponteiro e, completamente desvaira- do, agrediu-me com o mesmo, batendo-me, várias vezes, na cabeça (de que resultou os chamados “galos”, que se mantive- ram durante alguns dias), ao mesmo tempo que furioso, com o giz na mão direita e o ponteiro na esquerda, gritando e blasfe- mando, ao mesmo tempo dizia: “Aponta” e fazia um círculo em 4 (ver expressão II) “quadrado da 1a”, e repetia “Aponta”!... e outro vigoroso círculo em: (ver expressão II) – “mais duas vezes o produto da 1a pela 2a” e outro círculo, ainda, em: (ver ex- pressão II) – “mais o quadrado da 2a”.
Depois de brevíssima pausa, finalmente, mantendo o mes- mo inusitado ímpeto, a ferver de raiva incontida, num brusco gesto de desespero fez com o giz um grande círculo no no 36 (ver expressão II), dizendo:
– “E aqui tens, grandessíssimo burro, o resultado final da expressão: que eu tanto insisti com os meus “APONTA”, para que fosses indicando no quadro, sucessivamente, os números que, no mesmo, estão assinalados com um círculo! O que não consegui que fizesses, minha grande besta!...”
Continuo a lembrar a expressão aterradora do “Trolha” (... era esta a sua alcunha!...) que, com o rosto congestionado, aparentava um enorme cansaço por esta cena “fantasmagóri- ca” que acabava de interpretar, com um garotito à sua frente, completamente em pânico, perdido e... choramingando!... mas percebendo, finalmente, o que o “Trolha nosso Capitão de Artilharia”, queria dizer com o seu “tétrico” APONTA!!!
Pouco tempo depois, o professor que se deve ter apercebi- do do dramático exagero da situação, poisou o ponteiro no su- porte próprio, colocado ao lado esquerdo do quadro e regres- sou à sua secretária onde se sentou, para me dizer, com voz aparentemente calma:
– “Podes sentar-te.”
Escreveu qualquer coisa na caderneta respectiva (no caso presente do aluno no 246, enquanto que na sala de aulas conti- nuava a reinar um pesado silêncio, até que, de súbito se ouviu a corneta do, muito caraterístico, corneteira “Cabo batata” (alcu- nha muito antiga posta pela “malta”) que com o “toque a auto”, punha fim aquele período de aulas, que recomeçariam dez mi- nutos depois com o “Cabo batata” a fazer o “toque de formatu- ra” na parada, depois da qual se avançava para o próximo perío- do de aulas que, como todos, era de cinquenta minutos.
Boletim da Associação dos Pupilos do Exército • julho a setembro | 35