Page 35 - Boletim numero 258 da APE
P. 35

  EVOCAÇõES
  uma grande empresa industrial, pioneira à época na montagem automóvel, estava instalada no Trama- gal, Abrantes.
O meu curso e outros, visitaram a fábrica da Berliet, o famoso camião militar francês muito utilizado na guerra colonial, com a montagem na Metalúrgica Duar- te Ferreira, este grande industrial e empregador à época.
Na área da Electrotecnica visitámos diversas fábri- cas, uma delas a de motores eléctricos Rabor em Ovar, Aveiro e mais a norte no Douro nacional e Alto Minho visitámos várias barragens EDP nos rios Douro e Cávado.
Dos Museus visitavam-se os antigos e clássicos, mas também o famoso ainda hoje Museu Calouste Gul- benkian, isto já depois de 1969, ano da sua inaugura- ção e abertura ao público.
quem naqueles tempos do Pilão sem dinheiro para transportes e pretendia ir a qualquer lado para além do Estádio da Luz e Jardim Cinema, na Av. Pedro Alvares Cabral, era caminhar até Sete-Rios atravessar a Praça de Espanha e observar o edifício, a estátua, os jardins... à época tudo tão moderno... Era fascinante... O museu e edifício Calouste Gulbenkian...
Mas das minhas muitas viagens de estudo uma marcante e rocambolesca, longe de Lisboa, foi à cidade de Elvas em Março de 1972, no meu 3o ano do Curso de Electrotecnia e Máquinas.
Razão pelo que envio a foto junto.
uma viagem cultural e de cariz militar repleta de histórias nos aquartelamentos onde pernoitámos em Elvas. O grupo desta viagem contava com a presença de turmas dos Cursos de Máquinas e turmas dos Cur- sos de Contabilistas...
Visitámos o Regimento de Cavalaria em Estremoz, visitámos o Presídio Militar no Forte de Elvas com re- clusos militares e obviamente a cidade de Elvas e suas fortificações. A cidade de Elvas conhecida pela “Prince- sa das fronteiras”... Eram os tempos da canção “Oh El- vas... Oh Elvas, Badajoz à vista...”
O Regimento Estremoz localizado bem no centro da cidade, ao tempo era um quartel de Cavalaria onde se constituíam batalhões e companhias mobilizados para as ex-Colónias.
A foto que envio em anexo mostra um grupo de alu- nos após o almoço do dia 15 de Março 1972 na Estala- gem D. Sancho em Elvas. Famosa ao tempo com um prato de bacalhau servido em “cesta de verga”...
Para além deste “escriba” visualizam na foto os camaradas do meu Curso: 24 – António Barreiros, 88 – Abel Pereira, 148 – António Salavisa, 259 – José Salvador, 305 – Nunes Henriques, 357 – Carlos Olivei- ra, 393 – Graça Pereira.
Não pertencentes ao meu Curso estão o 163 – Faus- tino o 45 – ??? do Curso Contabilistas e um outro cama- rada à minha direita na foto... que não recordo nem o número nem o apelido...
 Boletim da Associação dos Pupilos do Exército • julho a setembro | 33




















































































   33   34   35   36   37