Page 23 - Boletim numero 260 da APE
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BOLETIM APE | JAN/MAR 2021
EM FOCO APE
Estátua ao Pupilo do Exército
A estátua ao Pupilo do Exército será edificada pela Câma- ra Municipal de Lisboa na Travessa de São Domingos de Ben- fica bem perto da 1a secção do Instituto que noutros tempos foi o caminho seguido, por tantas e tantas gerações de Pi- lões, quando se dirigiam de uma secção para a outra.
Nesta altura é prematuro prevermos quando a obra ve- nha a estar concluída, mas os trabalhos estão a correr a bom ritmo.
Esta foto ilustra a primeira maqueta com 1,33 metros que dará origem a outra, em tamanho real, com 4 metros, que será o modelo para a execução da peça em granito rosa de Santa Eulália.
O Autor o Pilão Escultor António Reis Vidigal e a sua equi- pa estão, nesta fase de execução, altamente empenhados para que tudo aconteça e seja a realidade que esperamos.
A Estátua ao Pupilo do Exército simboliza o Pilão que so- mos todos nós e é uma homenagem de gratidão à casa onde fomos educados e preparados para a vida.
O projeto da “Estátua ao Pupilo do Exército” apresentou- -se a concurso do Orçamento Participativo da Câmara Muni- cipal de Lisboa em 2019, a título individual, pelo Antigo Aluno Fernando Baptista Pires (19550275) e foi selecionado com a classificação mais alta entre todos os candidatos a concurso nesse ano.
Este percurso contou com o apoio de toda a comunidade de Pilões e amigos que votaram no projeto e que contribuí-
O Autor, Pilão Escultor António Reis Vidigal junto da maqueta da estátua ao Pupilo do Exército
ram e continuam a contribuir em diversas áreas tais como gestão da obra, junto da CML, contactos com os fornecedo- res dos materiais, transporte e logística.
Um exemplo da força do Querer que nos dá o Poder de fazer acontecer.
Um episódio de 2002 que merece ser revisto
Com o meu regresso ao Conselho Geral, como membro nato do mesmo, por ter estado um largo período sus- penso, devido a ter sido Presidente do Conselho Fiscal
dos Órgãos Sociais da APE durante dois mandatos sucessivos, resolvi pôr em dia a Base de Dados que construí e mantenho das sessões do mesmo Conselho. Para tal necessitei rever al- gumas actas do mesmo e, na Acta no 29 de 27 de Novembro de 2002, deparei-me com um assunto, no qual não pensava há muito, mas que na altura me deixou incomodado.
Foi o caso de uma proposta de um voto de censura apre- sentada ao pilão Paulo Mendes Pinto (19810353) por, num artigo do nosso boletim, ter feito o aproveitamento da parti- cipação do batalhão do Instituto no funeral do Presidente da República Óscar Carmona como ligação de subserviência do Instituto ao Estado Novo.
Todos nós sabemos da intensidade, amor, carinho e ca- lor, com que o David Sequerra (19430333) vivia o Instituto chegando a ficar emocionado com as lágrimas a saltarem-lhe quando falava ou falavam da sua Escola. O Pilão vivia na altu- ra tempos difíceis e temia-se pela sua extinção. O David, na
sua indignação, acabou propondo um voto de censura ao Paulo Pinto pelas desajustadas, injustificadas e muito inopor- tunas reflexões críticas contidas em tal artigo.
Este voto foi aprovado com 5 votos a favor, 1 contra e 2 abstenções.
Por este motivo o Paulo Pinto pediu a demissão do CG.
Praticamente não conhecia este nosso Pilão. Vim a privar com ele mais tarde e a minha opinião mudou radicalmente, tendo chegado a assistir a várias aulas dele na Universidade Lusófona onde é coordenador da área de Ciência das Reli- giões.
Voltei a ler o artigo do Paulo Pinto no Boletim no 186 – Jul/ Set de 2002 pág. 8. Realmente o artigo só peca por inoportu- no, mas não é ofensivo nem contém inverdades. Este assun- to foi mal resolvido e este nosso insigne Pilão não o merecia.
Eu próprio integrei o Batalhão no referido funeral. No fim todos acabámos por, mesmo sem querermos, colaborar com o Estado Novo.
Ao Pilão Paulo Pinto apresento as minhas sinceras descul- pas por tão tardiamente lhe dar razão.
Rui Telo
19480265
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