Page 7 - Boletim 274 da APE
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BOLETIM 274
JULHO A SETEMBRO DE 2024 5
FICAMOS MAIS POBRES!
LUÍS MANUEL ALVES DE FRAGA (AA 19540282) 1941-2024
Faleceu na manhã de 6 de agosto na sequência da evolução progressiva da
enfermidade de que padecia e se vinha agravando nos últimos dias.
Fomos contemporâneos no IPE, com uma ligeira diferença de 3 anos de
idade, que na altura era considerada significativa, a tal ponto de o Luís se
ter assumido, enquanto aluno, como meu zeloso protetor e padrinho do
crisma. Uma qualidade que ainda agora referia, em vários momentos e até
atos públicos, com carinho e amizade.
Na derradeira fase, que passou por vários internamentos hospitalares,
sempre nos mantivemos em contacto, em telefonemas, mensagens escritas
e gravadas. De forma muito marcante aqui reproduzo a última mensagem
recebida 2 dias antes do falecimento:
“Bom, a situação não é famosa porque piorei para o patamar mais alto da doença. Já não vou voltar para
casa. Agora é esperar o fim aqui no HFAR. Isto é decisão clínica, não é pessimismo. Estou preparado para
tudo assim Deus me dê forças. Grande abraço com muita amizade.”
A sua disponibilidade para colaborar com a nossa Associação, é um exemplo de generosidade e dedicação
a esta nossa causa comum. Possuidor de um nível cultural muito elevado, connosco partilhava o saber e
nunca disse não ou apresentou desculpas às constantes solicitações que lhe colocávamos.
Fica uma enorme saudade! Até sempre meu querido Amigo Luís!
Fernando B. Pires (AA 19550275)
VITOR MANUEL FERNANDES MONTEIRO (AA 19720177) 1960-2024
A união com o Vitor, de alcunha o “Preto”, começou logo, em outubro de 1972,
com a nossa entrada no portão verde do Pilão. Com todos os seus “irmãos”,
esteve diariamente presente até nos deixar, fazendo o que tanto amava, passear
de moto.
Juntos, vencemos medos e inseguranças de meninos. Na adolescência, as
nossas dúvidas foram a base da força para seguir em frente.
Alunos internos, sem dinheiro, mas com Lisboa ali tão grande e apetitosa…
as conquistas femininas mais imaginárias do que reais, o que nós “curtimos”
juntos! Com tão pouco poder, o nosso querer tudo ultrapassou. Sempre no fio
da navalha, no estudo, no desporto! Lembro a psicose de guarda-redes, o gosto
pela fotografia, a camaradagem, as conversas para a cabeça, os “marretanços”,
as idas ao cinema, a viagem de finalistas… no livro de finalistas escrevia: “convém ter clareza das situações,
porém, para conveniência, deve-se ignorar certos pormenores”.
Saiu contabilista no verão de 1983, frequentou a famosa Escola Prática de Administração Militar, cumpriu
serviço militar em Runa, fez sucesso profissional como diretor financeiro no Oura Praia, e depois nas
Caldas da Rainha no Montepio. Conhecedor das novas tecnologias, continuou a estudar e queria agora ser
avaliador imobiliário. A música, os concertos fantásticos que respirámos juntos, tinha sempre música nova
para nos dar. Sou padrinho do seu filho André, responsabilidade que procurarei honrar. No seu caminho,
algumas coisas ficaram por concretizar (viagem à Índia…), mas foi tudo dito. Gozámos à brava, mas partiu
cedo demais… já sinto saudade das suas mensagens…
Jamais o esqueceremos!
Estêvão Sepúlveda (AA 19720170)





















































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