Page 45 - Boletim numero 261 da APE
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BOLETIM APE | ABR/JUN 2021
LEITURAS
O que eu li...
Jacinto Rego de Almeida, diploma- ta, escritor, antigo aluno e habitual co- laborador deste Boletim é o autor do livro que acabei de ler.
O Diplomata e o Agente Funerário é um romance policial e de mistério que viu a luz do dia em 2003, em São Paulo. Trata-se de um romance em que o nar- rador, diplomata como o autor, vai de- senrolando o fio condutor duma histó- ria que se passa em Lisboa, Brasília, São Paulo, mas também, e principal- mente, na aldeia de João Pires.
E enquanto vai tecendo a história cheia de drama, sexo, mistério e tensão, vai criando oportunidades para cerzir re- tratos da sociedade portuguesa pós-ditadura. Retratos que nos levam dos bares de alterne à recepção da embaixada, do negócio de família ao capitalismo global, da porteira que nada vê, mas tudo sabe, ao malogrado agente funerário (a vítima mortal do romance, para além das outras vítimas).
Percorre o romance, bem como toda a obra de Jacinto Rego de Almeida, uma fina ironia e um sentido de humor que condimentam a ágil e estimulante leitura.
Não quebrarei o mistério, mas uma coisa posso afiançar: não foi o mordomo.
Título: O Diplomata e o Agente Funerário Autor: Jacinto Rego de Almeida
FORMAR CIDADÃO ÚTEIS À PÁTRIA, um livro escrito a duas mãos por dois irmãos Pilões o António Ribeiro da Silva (19600093) e o Rui Serafim Ribeiro da Sil- va (19640018).
Um livro de memórias de dois Antigos Alunos do IPE e que é tam- bém a História do IPE na década de sessenta, revelando-se numa análi- se cuidada da Escola, com indica- dores que são contextualizados, em todo o ambiente que os condi- cionam.
Luís Alves de Fraga (19540282) no Posfácio que faz ao livro resume o mesmo como:
...“Parecendo um livro para consumo de antigos alu- nos, é um testemunho do que é uma Escola de eleição para os eleitos que a escolhem, porque tudo, em espe- cial os valores, continua intacto, seguindo uma tradi- ção que não se quer ver morta e que, em boa hora, teve no passado recente, na pessoa do director, coro- nel Miranda Soares, um continuador do projecto repu- blicano de 1911. Teve e tem no corpo docente mestres capazes de perceber a importância de um património invisível, contudo, sensível na prática diária das activi- dades dos alunos, dos nossos Pilões de hoje. É um livro para ficar bem na nossa biblioteca mental, naquela que nos explica a diferença entre estar ou viver, entre passar ou fruir.”...
É uma edição APE, financiada pelos autores, sendo que todas as receitas que excederem o custo de edição, reverterão para o Fundo de Solidariedade da APE.
Rui Santos Vargas
19810132
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