Page 4 - Anexo Boletim Ape 271
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EM FOCO APE
2 BOLETIM APE | OUT/DEZ 2023
À CONVERSA COM OS NÚCLEOS
DISCURSO DE ABERTURA
Esta “Conversa com os Núcleos” é uma iniciativa da
Direcção com a finalidade de promover uma maior união
entre Pilões e fortalecer a nossa Associação.
Pretende-se ouvir as experiências que até agora foram
vividas e recolher sugestões para o caminho a trilhar no futuro.
Entretanto, permitam-me que antes de começarmos a
conversa, faça uma pequena reflexão sobre o que somos e
apresente um resumo da actividade dos núcleos da APE ao
longo dos tempos.
As associações, de uma forma geral, podem dividir-se em
dois grandes grupos:
1 – Aquelas em que os associados se aproximam
da organização no sentido de obter vantagens. O
Automóvel Clube de Portugal é um bom exemplo.
2 – E as outras em que os associados se aglutinam à volta de
um objectivo comum e, em vez de receberem benefícios, estão
disponíveis para colaborar e participar no desenvolvimento
das acções necessárias para atingir as metas propostas.
Neste segundo caso a atitude a tomar por cada associado
será:
“o que é que estou disposto a colaborar e participar”
e não
“o que é que a associação me pode dar”.
A nossa Associação está inserida neste segundo grupo.
Somos nós, os associados, que temos de dar a
nossaparticipação e colaboração e não esperar qualquer
retorno material, salvo algumas excepções.
No artigo 2º dos estatutos está plasmado em várias
alíneas o objec-to da APE de que realço, de forma resumida:
A APE é a única organização a quem as várias entidades
oficiais, e não só, reconhecem a representação de todos
os Pilões, sejam eles seus associados ou não.
E, para que haja mais representatividade, necessitamos de
estar mais “fortes e unidos”.
Conscientes da nossa situação, vejamos o que foram os
núcleos da APE ao longo dos tempos.
Abro aqui um parêntesis para agradecer a colaboração do
nosso Centro de Documentação e Memória ou, por outras
palavras, do António Ribeiro da Silva, na disponibilização da
quase totalidade das informações que vos passo a referir:
Promover a camaradagem, soli-dariedade e entreajuda
entre Pilões e defender intransigentemente o prestígio
e a prosperidade da APE e do IPE, bem como a
preservação destas Instituições, nos seus princípios,
valores e tradições;
-O primeiro núcleo de que há referência foi criado em
Timor em 10 de Outubro de 1945;
Desenvolveu actividade por largos anos, pelo menos
até 1968, tendo como principal motor o Waldemar
Almeida (359/1938), que ali fez carreira na Alfândega,
chegando a Director, transitando depois para Luanda,
onde ficou até à independência.
Na actividade desenvolvida por aquele núcleo destacam-
se:
• A publicação de Um Boletim APE em Dili / Timor,
comemorativo do 25 de Maio de 1965.
• E as diligências desenvolvidas para a atribuição do
nome Pupilos do Exército, a uma Rua no Bairro de
Santa Cruz em Dili, em 28 de Março de 1968.
- Mais tarde, durante o período da Guerra do Ultramar
existiram núcleos em Angola, Moçambique e Guiné,
dinamizado pelos Pilões militares ali deslocados e pelos
civis radicados nesses territórios, sobretudo nas capitais.
Da sua actividade normal destacava-se a celebração da
Fundação do Instituto no dia 25 de Maio
25 de maio de 1969 Lourenço Marques
25 de maio de 1969 Nampula
Outros Pilões ali se radicaram e
conviveram, como foi o caso de
Ruy Cinatti (173/1926), nas
décadas de 40 e 50 (Engenheiro
Agrónomo / Silvicultor) e Victor
Ferreira da Silva (103/1934), nas
décadas de 40, 50 e 60, como
desenhador das Obras Públicas.